
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Tempo, tempo, tempo...

Pensando nos últimos acontecimentos... amo a música Oração do Tempo de Caetano Veloso e foi como uma trilha sonora enquanto lia a excelente reportagem da jornalista Karla Monteiro sobre "Tempo" na Revista O Globo que saiu em 2009, época em que eu decidi criar esse blog. A reportagem fala sobre a correria em ficar em dia com uma quantidade cada vez maior de informações, quando temos um tempo livre temos que preenchê-lo com algo, senão dá uma sensação de tédio. Essa realmente é a impressão que tenho, corremos tanto, tanto, sabemos de tudo, mas ao mesmo tempo, não sabemos de nada.
A reportagem fala sobre a última moda de diversas correntes de pensamentos: Parar e pensar na vida. Também tem um bate-papo com o sociólogo polonês Zigmunt Baumann, autor do livros "O mal-estar da pós-modernidade" e "Modernidade Líquida". Quem não leu, vale a pena ler. Fala exatamente o que somos hoje.
Uma vez uma amiga me perguntou porque não tinha logo um filho e eu falei... Não posso! Tenho que trabalhar, estudar pra concurso, cuidar da casa! E ela me falou: Quando você conseguir tudo isso, vai sentir um tédio e sentir que precisa de mais alguma coisa pra ocupar seu tempo. E é verdade! Essa é a pós-modernidade!
fonte foto: Getty images
Futebol, Paixão Nacional!
Não, esse não é um post sobre futebol, não é para falar sobre o impate do Mengão com o Botafogo ou do Flu com o Vasco. Por incrível que pareça é um post para falar sobre a vida a dois.
Nessas horas o que eu ouço de mulher perguntar: E eu? Aonde fico? Você vai ver o jogo e vai me deixar em casa? Você me ama mais do que seu time? Não pergunta isso, você não vai gostar da resposta! Acontece que temos que entender que o futebol é uma paixão nacional também para os nossos maridos ou namoridos. Alouuu é nacional! O nome já diz tudo. Então você mulher, que é mais sábia, aproveite a hora do jogo pra fazer coisas interessantes. Sair com as amigas, arrumar algo que está pendente, estudar, ir ao shopping, sentar no bar com ele de um lado e as amigas do outro, enfim, use a criatividade. Mas nunca brigue com ele por causa do jogo, não vale a pena. O futebol faz parte do pacote.
Uma coisa que é difícil para as mulheres entenderem é a paixão dos homens pelo futebol, quem tem marido fanático pelo esporte, como eu, sabe do que eu estou falando. O dia do jogo é um dia sagrado, ainda mais em dias de decisão, acorda estressado, ansioso, nervoso, já liga pra um amigo aqui outro ali, marca no bar, churrasco na casa do fulano, aaaaiii de você se falar que quer discutir alguma coisa naquele dia. É morte!
Nessas horas o que eu ouço de mulher perguntar: E eu? Aonde fico? Você vai ver o jogo e vai me deixar em casa? Você me ama mais do que seu time? Não pergunta isso, você não vai gostar da resposta! Acontece que temos que entender que o futebol é uma paixão nacional também para os nossos maridos ou namoridos. Alouuu é nacional! O nome já diz tudo. Então você mulher, que é mais sábia, aproveite a hora do jogo pra fazer coisas interessantes. Sair com as amigas, arrumar algo que está pendente, estudar, ir ao shopping, sentar no bar com ele de um lado e as amigas do outro, enfim, use a criatividade. Mas nunca brigue com ele por causa do jogo, não vale a pena. O futebol faz parte do pacote.
Bom, no meu caso, eu adoro futebol e não é nenhum sufoco assistir o jogo com ele, mas aturar mau humor porque o time perdeu é dose! Então o jeito e deixar pra lá e entrar na torcida.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Tenho que confessar algo...
Tenho que confessar algo...Nunca sonhei em casar. Nunca me imaginei entrando na igreja de véu e grinalda ao som da marcha nupcial. Acredite ou não fiz uma festa de casamento pelo desejo da minha mãe, somente! Mas, por incrível que pareça, estou entre a minoria. Muitas mulheres que converso no meu dia a dia falam sobre o desejo de encontrar alguém que ama, casar e ter filhos. Ok, eu sei que muitas pensam como eu pensava, mas as estatísticas comprovam que o crescimento de casamentos no país deixa claro que as mulheres ainda tem um "quê" de romantismo.
Antes eu achava que muita gente queria casar porque está cada vez mais facil "descasar" também. Mas hoje não acho que esse seja o maior motivo. Embora vivamos em uma era completamente indivualista, homens e mulheres ainda querem encontrar alguém em que possam confiar. A confiança mútua, o amor verdadeiro e a lealdade (que é mais forte do que a fidelidade) virou produto raro no mercado. O ser humano por mais que tente não consegue, (como mesmo diz a música de Tom Jobim) "ser feliz sozinho". Ele precisa de alguém e isso é fato!
Os tempos mudam, as formas de se amar mudam, os conceitos mundam, mas a essência do ser humano me parece a mesma. Não tenho tanta certeza sobre essa tese, mas é algo a se pensar. O que acham? Como estaremos daqui há 20 anos, ainda haverão homens e mulheres que desejam viver a dois? Só digo que hoje, ser for por amor (importante!), case! Eu recomendo...é algo único na sua vida. E case da forma que bem entender, você manda na "balada" mais feliz da sua vida!
E Para as que estão começando ou ainda vão começar, muita paciência. Percebo que mais que tudo é necessário ter muita paciencia na vida a dois. É necessário estar disposto a aprender e ser muito transparente, porque depois que a paixão avassaldora passa, o que sobra é a adimiração e o respeito um pelo o outro. E isso se torna uma das bases do... "até que a morte os separe".
That´s all!
Antes eu achava que muita gente queria casar porque está cada vez mais facil "descasar" também. Mas hoje não acho que esse seja o maior motivo. Embora vivamos em uma era completamente indivualista, homens e mulheres ainda querem encontrar alguém em que possam confiar. A confiança mútua, o amor verdadeiro e a lealdade (que é mais forte do que a fidelidade) virou produto raro no mercado. O ser humano por mais que tente não consegue, (como mesmo diz a música de Tom Jobim) "ser feliz sozinho". Ele precisa de alguém e isso é fato!
Os tempos mudam, as formas de se amar mudam, os conceitos mundam, mas a essência do ser humano me parece a mesma. Não tenho tanta certeza sobre essa tese, mas é algo a se pensar. O que acham? Como estaremos daqui há 20 anos, ainda haverão homens e mulheres que desejam viver a dois? Só digo que hoje, ser for por amor (importante!), case! Eu recomendo...é algo único na sua vida. E case da forma que bem entender, você manda na "balada" mais feliz da sua vida!
E Para as que estão começando ou ainda vão começar, muita paciência. Percebo que mais que tudo é necessário ter muita paciencia na vida a dois. É necessário estar disposto a aprender e ser muito transparente, porque depois que a paixão avassaldora passa, o que sobra é a adimiração e o respeito um pelo o outro. E isso se torna uma das bases do... "até que a morte os separe".
That´s all!
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Agora é real!
Passamos um ano nos preparando para o grande dia, corre de um lado, corre do outro, pesquisa de um lado, Google do outro. A ansiedade se vai sair perfeito, do jeito que sonhamos, se o fornecedor escolhido foi o certo. São tantas preocupações que depois que passa o dia mais feliz das nossas vidas parece que ficamos de ressaca. Ressaca e muitas vezes até carência dos dias em que tinham cheiro de otimismo, esperança, porque estávamos nos preparando para um futuro, ao lado de quem agente ama, de quem agente deseja ficar eternamente.
Depois do grande dia percebemos que o futuro chegou, o sonho virou realidade, percebe-se que aquele eletrodoméstico ou porta-copo que você comprou durante os preparativos e guardou no fundo do armário já está sendo usado. Depois da lua de mel abandonamos o buquê e pegamos a calculadora pra fazer contas da casa, abandonamos as revistas de noivas (ou tentamos!) e compramos revistas de decoração. Entramos no mundo real.
Agora o hobby é passar pelas lojas de utensílios domésticos de olho nas promoções, comprar aquele prato pra colocar o bolo que o maridão mais gosta, pensar em cada detalhe da nossa casa que antes passava despercebido. Vivemos um momento único! Nos viramos em mil! Batemos o bolo com uma mão e teclamos o computador com a outra, porque a vida profissional não pode parar; malhamos barriga na academia e no fogão de casa (porque a mulher de hoje tem que casar e continuar gostosa) viramos administradoras para driblar a crise.
Compartilhar sobre os preparativos do casamento é muito bom, mas falar sobre o primeiro ano de casada também é algo excitante e desafiante. Esse é o momento em que estamos descobrindo o outro como pessoa, suas manias, suas forças, suas fraquezas. O Blog Amélia Pós-Moderna quer falar sobre todas essa experiências, o inicio, meio e fim de uma vida a dois: os questionamentos, a construção da família, a vida de uma amélia nos dias de hoje, o que vier na telha. Porque, aliás, essa é a intenção do blog, tudo em movimento, nada estático, agente decide o que colocar aqui, sem regras... Escrever liberta a alma!
Sejam Bem-Vindas!
Depois do grande dia percebemos que o futuro chegou, o sonho virou realidade, percebe-se que aquele eletrodoméstico ou porta-copo que você comprou durante os preparativos e guardou no fundo do armário já está sendo usado. Depois da lua de mel abandonamos o buquê e pegamos a calculadora pra fazer contas da casa, abandonamos as revistas de noivas (ou tentamos!) e compramos revistas de decoração. Entramos no mundo real.
Agora o hobby é passar pelas lojas de utensílios domésticos de olho nas promoções, comprar aquele prato pra colocar o bolo que o maridão mais gosta, pensar em cada detalhe da nossa casa que antes passava despercebido. Vivemos um momento único! Nos viramos em mil! Batemos o bolo com uma mão e teclamos o computador com a outra, porque a vida profissional não pode parar; malhamos barriga na academia e no fogão de casa (porque a mulher de hoje tem que casar e continuar gostosa) viramos administradoras para driblar a crise.
Compartilhar sobre os preparativos do casamento é muito bom, mas falar sobre o primeiro ano de casada também é algo excitante e desafiante. Esse é o momento em que estamos descobrindo o outro como pessoa, suas manias, suas forças, suas fraquezas. O Blog Amélia Pós-Moderna quer falar sobre todas essa experiências, o inicio, meio e fim de uma vida a dois: os questionamentos, a construção da família, a vida de uma amélia nos dias de hoje, o que vier na telha. Porque, aliás, essa é a intenção do blog, tudo em movimento, nada estático, agente decide o que colocar aqui, sem regras... Escrever liberta a alma!
Sejam Bem-Vindas!
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